Alianças & Sermões

Apesar de nos amar incondicionalmente, Deus é nosso pai, não nossa babá. Ele nos ama, não nos mima. Ele nos educa, não nos entretém (@comtextobiblicojovem). Isso explica as atitudes de Deus para com o povo de Israel quando havia apostasia e idolatria. Às portas de Canaã, os filhos de Israel decidem enviar espias para investigar a terra. Os doze voltam com más notícias e pessimismo puro, seria muito difícil. Confiante em Deus, Josué e Calebe, não negaram as dificuldades e insistiram “Subamos e possuamos a terra” Num. 13:30. Eles sabiam que quem lutava por eles era YAHWEH, o Senhor. O final da história, já conhecemos, Deus os faz ficar 40 anos no deserto para que toda aquela geração morra, exceto Moisés e Arão (já conhecemos esse plot twist) e Josué e Calebe.

Quarenta anos depois, ali estava o povo, pronto para entrar em Canaã. Muitos deles, ainda crianças presenciaram algumas das histórias e milagres que aconteceram durante esse tempo, outros, eram ainda muito novos e só ouviram falar.

Olhando para trás, conhecendo a história, vemos a importância desse momento. Sempre esteve presente a luta contra a idolatria e a resistência em confiar no poder de Deus. Mas Deus, nunca desistiu de sua aliança e seu compromisso de usar seu povo como um farol para outras nações. Vez após outra, mesmo testemunhando milagres como o mar aberto em seco, água saindo da rocha, o maná caindo do céu todos os dias, a desconfiança sempre rondava suas decisões.

Por isso, era importante relembrar. Deus, através de Moisés o fez pela repetição da sua lei, no livro de Deuteronômio. Ao longo do “sermão”, Moisés busca não somente repetir a lei, mas também interpretá-la e mostrar à nova geração que Deus através de sua lei queria apenas sua obediência, que Ele os amava com amor apaixonado e jamais desistiria de sua aliança.

Milhares de anos depois, Deus ainda busca insistentemente um relacionamento com seus filhos. Ele pede que cumpramos a sua lei, mas por amor, assim como Cristo disse: “se me amais, guardareis os meus mandamentos” Jo. 14:15. Ele não quer que sejamos programados a obedecê-lo, como robozinhos, mas que façamos uso do nosso livre-arbítrio e tomemos a decisão de aceitá-lo todos os dias.

Esse texto foi publicado originalmente no instagram @oliveiras

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